Uma casa na única faixa que a reserva permite

543.Paços de Gaiolo 01 · Casa nova numa quinta de vinha · Marco de Canaveses, vale do Douro · 2024-06

O projecto

Uma casa nova numa quinta de vinha de 24 258 m² no Douro, quase toda sob reserva ecológica e agrícola. A planta é o que cabe na única faixa que não está.

Do que fomos responsáveis

Uma casa nova numa quinta de 24 258 m² de vinha e mato a descair sobre o Douro. Quase todo o terreno está sob reserva ecológica e agrícola nacional, pelo que a casa só podia assentar na única faixa que não está: o projecto é o que ali cabe, não o que o declive convidaria a fazer. Três pisos, dois deles acima da cota de soleira, com a altura da soleira ao solo mantida abaixo dos seis metros e a área de impermeabilização abaixo dos 300 m², ambas para caber no que o sítio permite. Paredes de pedra, tectos em ripado de madeira e envidraçados de pé-direito completo voltados ao vale; a vinha debaixo da casa continua em cultivo.

O que isto não inclui

O cliente não é nomeado. Esta é a casa nova da quinta; o solar no mesmo terreno é uma encomenda separada e tem página própria. As imagens são renders: o projecto está em fase de projecto e nada está construído. Mobiliário e arte são indicativos, não uma especificação.

Factos verificados

  • A quinta
    24 258,85 m²
  • Desses, artigo rústico
    24 088,85 m² — o artigo urbano são 170 m²
  • Sob reserva ecológica ou agrícola
    quase tudo a casa assenta na única faixa que não está
  • Pisos
    3 dois acima da cota de soleira
  • Altura da soleira ao solo
    <6 m, como o sítio exige
  • Área de impermeabilização
    <300 m², como o sítio exige

Imagens

A casa vista de baixo, em consola sobre a encosta acima das linhas de vinha: embasamento de pedra, piso superior envidraçado recuado sob um beirado escuro, e pinhal a fechar atrás.
A vinha não é arranjo paisagístico. Já lá estava e continua em produção.
A sala de estar: assentos claros sobre pavimento de pedra, tecto em ripado de madeira a correr toda a profundidade da sala, um candeeiro escultórico preto, e envidraçados em dois lados a abrir para o vale.
Duas paredes de vidro, e o Douro faz o resto.
A sala de jantar contra uma parede de pedra aparelhada, mesa redonda com seis cadeiras, três candeeiros claros em forma de folha por cima e o vale pelo envidraçado à esquerda.
A parede de pedra é resistente, não é forra.
A mesma parede de pedra vista de frente, iluminada de cima, com uma mesa comprida para dez e cadeiras estofadas claras encostadas a ela.
Dez à mesa, ao longo da única parede que não é vidro.
A cozinha: ilha branca com três bancos sob tecto em ripado de madeira, armários altos à direita e uma janela larga a emoldurar os socalcos de vinha lá fora.
Uma janela, enquadrada na vinha.
Um quarto com cama baixa contra parede de pedra aparelhada, um candeeiro estreito de um lado, uma trepadeira ao canto e cortinados leves num vão de pé-direito completo.
A pedra entra e fica como está.

Mais do nosso trabalho

Todos os projectos aqui são escritos da mesma maneira: do que fomos responsáveis, do que não fomos, e as medições por trás das duas coisas.

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